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    Argentino com síndrome de Down, mora sozinho e vai viajar para os EUA para contar sua história

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    Aos 48 anos, Edgardo Pezzettoni trabalha, faz teatro e natação e com alto astral.

    “Tem um monte de gente que já me conhece”, diz Edgardo Pezzettoni ao Clarín. Ele foi convidado para dar a palestra inaugural do congresso sobre síndrome de Down na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos. Contará sua própria vida, falará sobre seu trabalho, sobre teatro, com independência e sociabilidade.

    Quando era pequeno ele frequentou duas escolas para pessoas especiais. “Quando era pequenininho eu fazia travessuras”, lembra e dá risada. Aos 18 anos foi estudar na Escola de Educação Especial e Formação Laboral Nº 21 “Rosario Vera Peñaloza” para aprender alguma profissão.

    Começou a trabalhar em uma fábrica de massas e depois passou a ser empregado da Mercedes Benz, onde trabalha há 20 anos no refeitório.

    Edgardo morou com os pais até eles falecerem e há cinco anos mora sozinho. Sua irmã mora a 3 quarteirões. “Somos uma família pequena. Edgardo é independente, pode ficar sozinho na casa dele”, diz a irmã Georgina, com ele na foto abaixo.

    Ela publicou o livro “Meu irmão e eu”, para dividir as experiências dos dois com outras pessoas. Georgina também estará na palestra nos Estados Unidos, organizada pela Associação Nacional da Síndrome de Down, criada em 1973.

    Edgardo tem uma vida muito ativa. De segunda a sexta, ele acorda às 4h da manhã e sai de casa, no bairro de Belgrano, em Buenos Aires, para pegar o ônibus que o leva para o trabalho, na Grande Buenos Aires. “Eu gosto do que eu faço e tenho amigos”, diz Edgardo. À tarde, ele volta para casa e uma senhora o ajuda na limpeza.

    Depois ele se vira sozinho. Nos fins de semana vem a diversão. Ele tem aulas de teatro e vai ao clube para fazer ginástica, natação e estar com os amigos. “Minha mãe me ensinou a andar de ônibus sozinho”, diz.

    “Eu posso fazer o papel de padre, de ladrão, de mamãe Cora, de tudo”, diz Edgardo, sobre suas aulas de teatro. Mas ele quer atingir outra meta:

    “Meu sonho é ser cantor”. Admira Luis Miguel e o dueto Pimpinela. “Eu quero cantar com a minha irmã Georgi também. Você me ajuda para que ela cante comigo?”, pede para esta jornalista.

    Quando Edgardo nasceu, o pai teve dificuldade em aceitar que o filho tinha síndrome de Down. Mas a família continuou adiante. “Edgardo é um amor. Sempre positivo. Nunca se deprimiu com a morte da mamãe. Ele ficou triste, mas entendeu que a vida continua e se acostumou a viver sozinho”, diz a irmã.

    Além disso, demonstrou sua capacidade para trabalhar e se adaptou a chefes e colegas. Os dois irmãos já deram várias palestras sobre suas experiências. Eles inspiram muitos pais com bebês com síndrome de Down. A história deles ajuda a acalmar ansiedades e abre esperanças porque um dos medos dos pais é sobre o que vai acontecer com os filhos quando eles já não estiverem.

    “Como irmã, eu sempre digo que não me deixaram nenhum manual. Muito pelo contrário, eu e Edgardo vamos escrevendo todos os dias”, diz a Georgina, enquanto ensina a ele algumas palavras em inglês. Edgardo quer cumprimentar as pessoas nesse idioma nos Estados Unidos.

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